Transformando a Sociedade pela Educação da Cultura do Caráter

Campanhas de prevenção da Aids precisam ser modificadas

A estratégia utilizada em todo o mundo é incorreta e tem favorecido o crescimento do número de casos
Roberto Nunes - Correio da Bahia - 29/06/2001

As informações e estratégias das campanhas de combate à Aids devem ser totalmente modificadas pelos governos dos países que lutam contra a epidemia da doença - que já infectou cerca de 36 milhões de pessoas, matando mais de 11,7 milhões de homens e mulheres em todo o mundo, principalmente nos países africanos, asiáticos e da América Latina. Na última sessão extraordinária da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Aids, encerrada na última quarta-feira nos Estados Unidos, especialistas apontaram que uma das maiores causas do crescente aumento da disseminação da Aids no mundo é a maciça propaganda para o uso da camisinha (preservativo).

De acordo com o diretor do Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Iupe), Roberto Andersen, designado pela ONU para coordenar as ações da Associação Mundial de Ong´s (Wango) no Brasil, as estratégias e campanhas de combate à doença deverão mudar de tom, sendo mais conservadoras e moralistas e incentivando a população a não banalizar as relações sexuais através do uso do preservativo.

O educador e psicanalista Roberto Andersen, que durante todo o dia de ontem divulgou as ações da Wango entre integrantes do Núcleo de DST/Aids da Escola Nossa Senhora Medianeira, no bairro de Paripe, explicou que, por causa da disseminação do uso da camisinha, muitos jovens terminam iniciando de forma precoce a vida sexual. "Hoje, já sabemos que o preservativo não é 100% seguro. A camisinha reduz as possibilidades da contaminação", esclareceu ele, dizendo que o Ministério da Saúde deverá rever todas as ações do programa de combate à Aids.

No Brasil, segundo ele, as campanhas de combate à Aids possuem um tom liberal, estimulando as pessoas a usarem a camisinha nas relações sexuais. "Não podemos mais usar este argumento. Temos que ser moralistas e estimular a monogamia entre os casais", avisa Roberto Andersen, informando que os casos de Aids crescem entre as mulheres e a população mais pobre de países da África - África do Sul, Botswana e Quênia -, Ásia e América do Sul.

O crescimento de casos da doença está assustando os integrantes da comunidade de Paripe. Segundo Derivaldo Lisboa Assis, coordenador do Núcleo de DST/Aids no bairro, a desinformação sobre a doença ainda é o grande problema entre a população. "As mães, muitas vezes, não deixam os seus filhos participarem das reuniões. Isso é um grande problema para nós", explica ele, que ficou surpreso com a nova situação sobre a Aids no mundo.

 

 TV Itapoan - AIDS

Balanço Geral - Raimundo Varela

4 de julho de 2001 - meio dia

Novas abordagens na campanha contra a AIDS

Durante a entrevista foi mostrado que a campanha atual contra a AIDS está mais para venda de camisinha do que para combate à evolução da doença. Foi mostrado um comercial do GAPA onde percebe-se claramente o incentivo ao sexo precoce e a mensagem de que ao fazer sexo com camisinha a pessoa está totalmente protegida contra a AIDS.

Foi feito um alerta aos telespectadores sobre a verdade sobre a proteção da camisinha e a necessidade de se adotar um cpomportamento mais responsável diante do sexo, já que a simples utilização da camisinha apenas reduz a possibilidade de contaminação pelo víris HIV.

 Correio da Bahia - Saúde

(29/06/2001 - pág. 5 - Reportagem de Roberto Nunes)

Educador defende mudanças nas campanhas de prevenção à AIDS

O estímulo ao uso do preservativo estaria favorecendo a troca constante de parceiros sexuais e a promiscuidade

As informações e estratégias das campanhas de combate à AIDS devem ser modificadas pelos governos dos países que lutam contra a epidemia da doença - que já infectou cerca de 36 milhões de pessoas, matando mais de 11,7 milhões de homens e mulheres em todo o mundo, principalmente nos países africanos, asiáticos e da América Latina. Na última sessão extraordinária da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre AIDS, encerrada na última quarta-feira nos Estados Unidos, especialistas apontaram que uma das maiores causas do crescente aumento da disseminação da Aids no mundo é a maciça propaganda para o uso da camisinha (preservativo), o que estimularia o excesso de parceiros sexuais.

De acordo com o diretor do Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação (Iupe), Roberto Andersen, designado pela ONU para coordenar as ações da Associação Mundial de ONGs (Wango) no Brasil, as estratégias e campanhas de combate à doença deverão mudar de tom, sendo mais conservadoras e moralistas e incentivando a população a não banalizar as relações sexuais através do uso do preservativo.

O educador e psicanalista Roberto Andersen, que durante todo o dia de ontem divulgou as ações da Wango entre integrantes do Núcleo de DSTÁids da Escola Nossa Senhora Medianeira, no bairro de Paripe, explicou que, por causa da disseminação do uso da camisinha, muitos jovens terminam iniciando de forma precoce a vida sexual. "Hoje já sabemos que o preservativo não é 100% seguro. A camisinha reduz as possibilidades da contaminação", esclarece ele, dizendo que o Ministério da Saúde deverá rever todas as ações do programa de copmbate à Aids.

No Brasil, segundo ele, as campanhas de combate à Aids possuem um tom liberal, estimulando as pessoas a usarem a camisinha nas relações sexuais. "Não podemos mais usar este argumento. Temos que ser moralistas e estimular a monogamia entre os casais", avisa Roberto Andersen, informando que os casos de Aids crescem entre as mulheres e a população mais pobre de países da Á frica - Áfria do Sul, Botswana e Quênia - , Ásia e América do Sul.

O crescimento de casos da doença está assustando os integrantes da comunidade de Paripe. Segundo Derivaldo Lisboa Assis, coordenador do Núcleo de DST/Aids no bairro, a desinformação sobre a doença ainda é o grande problema entre a população. "As mães, muitas vezes, não deixam os seus filhos participarem das reuniões. Isso é um grande problema para nós", explica ele, que ficou surpreso com a nova situação sobre a Aids no mundo.

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