História do Projeto

 

A história da criação do IUPE

 

Na década de 70 dois Oficiais da Marinha Brasileira estavam realizando cursos na Austrália quando acabaram integrando um grupo de pesquisadores que trabalhavam diretamente com a indústria bélica na Austrália (Commonwealth Aircraft Corporation - Melbourne, EMI - Elisabeth, Government Aircraft Factory - Melbourne), todos ligados às Forças Armadas de seus respectivos países.

 

O trabalho do grupo era exclusivamente ligado à eletrônica de armamento, principalmente na área de controle de mísseis. Todos, no grupo, estavam plenamente convencidos da importância de suas atividades, acreditando estarem plenamente realizados profissionalmente, principalmente devido aos constantes sucessos obtidos em disputas entre equipes técnicas dessas instituições.

 

Nunca imaginavam, entretanto, que um simples churrasco na casa de um deles, em um final de semana, mudaria por completo as suas maneiras de "ver a vida". Tudo começou quando uma das crianças presentes, filho de um de deles, ao experimentar um gravador que recebera de presente, resolveu entrevistar os presentes.

 

A pergunta para o grupo não poderia ter sido mais direta: "O que vocês fazem pelo bem da humanidade?". O menino, displicentemente, continuou sua brincadeira com as outras pessoas, sem fazer a menor idéia da conseqüência de sua pergunta. Aliás ele nem se importava com as respostas. Queria apenas mostrar seu gravador.

 

O "choque de consciência" foi imediato e fulminante! O grupo inteiro ficou calado por uns instantes, como que se recuperando de um choque, para em seguida começar, sem qualquer discussão, uma nova etapa em suas vidas.

 

Outros amigos e conhecidos foram integrados ao grupo que, a partir desse instante, passaria a desenvolver as bases teóricas de sua nova atividade, esta sim, totalmente voltada para o estudo e o desenvolvimento de técnicas e metodologias práticas e eficazes para mudar o destino da humanidade em busca da paz, acabando assim com a simples, medíocre e covarde acomodação que representava a vida de cada um.

 

De minha parte, a filosofia IUPE acabava de nascer.

 

Mas não estava pronta ainda. Era momento de desenvolver a idéia.

 

Os objetivos

 

Contribuir para a Felicidade e a Paz Mundial, transformando a sociedade por meio:

 

a) Da educação responsável em todos os níveis;

 

b) Da formação de líderes educacionais na comunidade;

 

c) Da realização de pesquisas para o desenvolvimento dessas metodologias.

 

A elaboração

 

O ano era 1975 e o conhecimento do ser humano dava passos largos em direção aos referenciais intelectuais especializados. As metodologias existente enfocavam o crescimento do intelecto e a otimização do racional. Tudo estava na contra-mão do que o grupo desejava.

 

Buscou-se, então, caminhos que recuperassem os valores humanos, os sentimentos e as emoções e que possibilitassem a construção de uma nova cultura de caráter.

 

Ainda em 1975 houve o contacto com os xamãs aborígenes da Austrália, oportunidade de se saber muito sobre o seu incrível conhecimento sobre o funcionamento da mente humana, tanto na área biológica como na área psicanalítica, psiquiátrica e neurológica.

 

Embora com idéias e termos bastante diferentes dos acadêmicos, os aborígenes passaram um profundo conhecimento da percepção humana, da análise de sentimentos, dos comportamentos, das condutas e dos conflitos. Até hoje a ciência vem, aos poucos, comprovando em laboratórios tudo aquilo que sempre fez parte de seu conhecimento tradicional.

 

O paralelo entre a prática de campo e os referenciais teóricos foram encontrados nas seguintes linhas de pesquisa:

 

a) Valores Humanos e em Auto Estima: com base nos estudos de Diane Tillman, do Instituto Vivendo Valores, de Nova Iorque.

 

b) Emocionalidade: com base nos estudos de Gardner e Gollemann.

 

c) Criatividade: com base em estudos de Domenico de Masi.

 

d) Lógica: com base em estudos de Henri Poincaré, Kurt Gödel e Nicolas Bourbaki (codinome do grupo liderado por André Weil).

 

e) Dificuldades cognitivas e comportamentais: Rousseau (facilidade de leitura apenas aos 17 anos); Equipe de neurologia, neuro-psiquiatria e neuro-psicanálise (desenvolvimento ou atrofia do multidirecionamento ocular na Educação Infantil); Equipe de Psicologia, Psicopedagogia e Psicanálise (TDAH ou falta de limites e exemplos).

 

A filosofia

 

O grupo entendeu que sua missão principal deveria ser, a partir daquele momento, o trabalho pelo Bem Comum e pela Paz Mundial e começou a traçar as linhas mestras de seus objetivos, que passaram a ser:

 

1) Responsabilidade Total: conscientizar às pessoas sobre o verdadeiro sentido da responsabilidade total;

 

2) Valores Humanos: resgatar os verdadeiros valores éticos e morais e, principalmente, restabelecer o sentimento de segurança psicológica e paz interior por meio do fortalecimento da estrutura familiar;

 

3) Cultura do Caráter: criar meios para que as pessoas passem a agir corretamente pelo simples prazer de ser correto e que passem, naturalmente, a tratar a todos sem discriminações ou intolerâncias;

 

4) Intelectualidade Plena: criar meios para o desenvolvimento intelectual, emocional e criativo da mente humana.

 

As metas e planos seriam identificadas gradativamente, após uma análise criteriosa de tudo o que já existisse a esse respeito.

 

O grupo auto denominou-se Grupo de Educação Univérsica (copiando o termo UNIVÉRSICO criado por Huberto Rohden, devido a semelhança de conceitos) e os membros passaram a manter encontros periódicos de estudo e desenvolvimento. Cada membro continuou trabalhando na mesma área profissional anterior, reservando parte de seu tempo para a construção dessa nova realidade.

 

As primeiras metas foram direcionadas para um projeto de formação da cultura do caráter, que continua como "carro chefe" até hoje. Em paralelo foram desenvolvidos estudos ligados a: integração do desenvolvimento intelectual ao emocional; valorização da família; respeito às diferenças, seja, elas religiosas, filosóficas, étnicas ou culturais; disseminação do conceito de responsabilidade total; integração da ética com a ciência e; resgate dos verdadeiros valores humanos.

 

Para tornar possível a realização desse objetivo e dessas metas optou-se pelo caminho da educação transversal, em todos os níveis. Isso trouxe exigências importantes que deveriam ser observadas a cada instante, ou seja, as técnicas e metodologias devem ser de tal forma que:

 

a) sejam perfeitamente absorvíveis pelos conteúdos principais de cada área ou nível de ensino;

 

b) sejam simples, práticas e de fácil compreensão, para que qualquer educador tenha condições de executá-las de forma ativa e obter os melhores resultados.

 


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