Não em meu nome...!

24/02/2009 19:25

 

*Paulo Roriz Scremin

Quero manifestar o meu contentamento pelos E-mails que tenho recebido, uns apoiando, outros criticando veementemente o meu posicionamento em relação à Guerra no Iraque, expresso no texto "Isto sim é uma vergonha!", publicado no site da IUPE (www.iupe.org.br) . Este é o grande privilégio que nós, cidadãos de nações democráticas, podemos usufruir: a liberdade para manifestar a nossa opinião, o nosso ponto de vista em relação aos acontecimentos nacionais e internacionais, sem sofrermos as terríveis represálias, tão comuns nas nações governadas por tiranos de direita ou de esquerda. A liberdade de expressão é um bem de valor imensurável, e só quem o perde é que melhor sabe compreender o seu valor. E o povo iraquiano manifestou muito bem a mágoa e o ressentimento advindos desta perda, dando "chineladas na cara" de Sadan Hussein.

Embora sejamos todos amantes da paz, sabemos que a mesma é um direito que se conquista, assim como a saúde, a felicidade e os bens materiais. Eles não vêm espontaneamente: precisam ser conquistados dia após dia, com uma prática persistente e determinada. Qualquer descuido acarreta sérias consequências. Assim, a paz é o resultado de um viver responsável, especialmente no que diz respeito ao cumprimento da Lei Celeste.

Todos os homens de bem reconhecem a existência de Deus e acreditam ser a Educação um meio necessário para a formação de verdadeiros cidadãos de bondade. Assim, o pensamento moderno em nada difere da crença primitiva de que "o homem foi criado pela Palavra de Deus". Ë a Palavra que educa o homem. É o cumprimento da Palavra que propicia as boas condições para o convívio humano. Quando a Palavra deixa de ser observada, a sociedade se corrompe, havendo o prevalecimento de atitudes viciosas, que tornam-se "normais", deixando de causar qualquer constrangimento. Homens e mulheres acabam destruindo as suas famílias com o álcool, as drogas e o adultério. Sem moral para corrigir os desvios de seus filhos, permitem ou se tornam impotentes para impedir que os mesmos enveredem-se por caminhos semelhantes, do fumoálcooldrogas e principalmente do sexo livre, elementos fundamentais para a criação do corrupto do futuro.

Assim, cidadãos "mal educados" escolhem e/ou são dominados por "maus governantes" que comprometem a paz nacional e mundial. Lenin, Stalin, Sadan Hussein, Fidel Castro e muitos outros são exemplos de tiranos que tomaram o poder pela força, matando milhares de inocentes para consegui-lo. Na década de noventa, vimos as estátuas de Lenin serem arrancadas e arrastadas nas ruas pelo povo russo, cansado das mentiras daqueles que costumavam carregar "bandeiras vermelhas com foice e martelo", símbolo de um sistema de pensamento totalitário que promoveu o maior genocídio e a maior decadência econômica da história da humanidade. Sadan Hussein, que tinha a opção de deixar o poder pacificamente, sem guerra, preferiu ser "expelido" pelo poder das armas, causando a morte de milhares de pessoas. Fidel Castro, um troglodita que perpetua-se no poder, não hesitou, dias atras, em mandar matar três compatriotas que procuravam fugir da famosa "república democrática" do Caribe, obra prima do "camarada" Fidel. Por muito menos que isso o povo brasileiro foi às ruas e depôs o presidente Collor. Por que, então, continuamos estendendo "tapete vermelho" para receber alguém que despreza o direito à liberdade de seu povo e mata friamente os seus adversários políticos? Lembrando os protestos dos americanos e ingleses, "não em meu nome", por favor, "não em meu nome".

A onda de humanismo, que tomou conta do nosso mundo, super valorizou o corpo em detrimento do espírito. Desta forma, grande número de brasileiros acreditam que os cubanos vivem bem, uma vez que Fidel Castro lhes proporciona casa para morar, escola, atendimento médico e um suficiente salário de U$ 25 (vinte e cinco dólares) por mês. Os seus carros são velhos, da década de sessenta. A maior parte do povo anda de bicicleta quando quer ir mais longe. Trata-se de um povo simples, sem ganância! Afinal de contas, para quem recebe tudo do governo, para que ganhar mais? Esta passividade tem uma causa: o totalitarismo de Fidel Castro. Este ditador roubou-lhes a alma, e com ela os desejos mais sublimes do espírito humano. O desejo de ser livre, de crescer, superando limites, foi delimitado pela polícia política de Fidel, ajudada pelos tubarões do Mar do Caribe. Sim, eles estão presos. Mas estão vivos! Estão vivos! E isto passa a ser um grande consolo.

Enquanto o ser humano não reconhecer a existência de Deus e de um propósito divino para a criação do homem e do universo, admitindo a existência de uma natureza humana original, que busca uma vida de liberdade com responsabilidade, a verdadeira paz não poderá ser conquistada, havendo sempre razões para conflitos e guerras. Um grande movimento pela paz só terá eficácia se conduzir a humanidade, como um todo, a assumir o compromisso de zelar pelos valores que a torna efetivamente humana, e portanto divina. O papa João Paulo II deu mais um passo atras nesse processo ao proibir os católicos de comparecer a cultos de outras religiões, dificultando o inter-relacionamento religioso. Por outro lado, ao insistir em proibir que os divorciados recebam o sacramento da comunhão, decreta a exclusão definitiva da nova família do caminho católico de reconciliação com Deus, incentivando-a na busca de uma religião alternativa. E como o número de divorciados aumenta a cada dia torna-se fácil explicar o aumento do número de não católicos no Brasil e em todo o mundo.

Sem Deus, as ideologias de Lenin, Stalin e Sadan Hussein fracassaram. Fidel Castro já perdeu faz algum tempo, mas é um "zero à esquerda" que insiste em continuar incomodando. O grande problema, contudo, pode vir a ocorrer dentro das grandes democracias, como a americana, onde o excesso de liberdade (ou seja, a liberdade sem responsabilidade) e a vida fácil, possibilitada pelo progresso econômico, transformam-se em empecilhos para uma efetiva vida de valores. É nossa esperança que homens de bem, como o Reverendo Sun Myung Moon e outros sinceros líderes religiosos de nosso tempo possam ser ouvidos, criando-se um grande movimento religioso internacional que defenda a liberdade responsável, a família verdadeira e a busca sincera da orientação e amor de Deus como fundamentos essenciais para a efetiva paz entre os homens.

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* Paulo Roriz Scremin é engenheiro civil pela Universidade Federal do Paraná e professor pela PUC do Paraná. Recentemente fez um curso de Pós-Graduação em Administração Escolar nas Faculdades Integradas de Amparo/SP.


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