Transformando a Sociedade pela Educação da Cultura do Caráter

A tendência atual para o estudo da Sociologia das Organizações

24/02/2009 22:19

Antes de qualquer comentário sobre o estudo sociológico das organizações, é interessante considerarmos o significado de ORGANIZAÇÃO. Uma organização pode ser uma empresa de administração pública, uma empresa industrial, comercial ou de serviços, uma associação de bairro, de empregados, de membros ou de clientes, um partido político ou qualquer outro tipo de grupo. Para que esse grupo seja considerado uma organização ele deve estar devidamente formalizado (oficialmente ou não) e hierarquizado para assegurar a cooperação e a coordenação de seus membros no cumprimento de determinados fins.

Cada organização dessas, que são objetos sociais, tem características e modos de funcionamento diferentes das outras, podendo ser classificadas das formas mais variadas, a depender dos seus objetivos, das tecnologias utilizadas e dos mecanismos de autoridade e coordenação postos em prática.

Entre as formas de se estabelecer tais classificações estão: a natureza das tecnologias postas em prática em seu seio; as características do ambiente a que se encontram expostas; o critério do principal beneficiário das suas atividades; a natureza do principal mecanismo de implicação ou, se preferirmos, de motivação dos seus membros ou ainda, numa perspectiva estrutural-funcionalista, na função principal que desempenham num sistema social global.

Sem entrar numa discussão detalhada dos defeitos e lacunas desse sistema classificatório, o grande problema existente está na aceitação da organização como ela é, procurando-se encontrar uma forma de classificá-la em sua particularidade, como se essa característica fosse uma situação natural, ao invés de fazer com que essa diferença se constitua o próprio objeto de estudo digno de investigação, ou seja: Por que ela é diferente? Por que seu comportamento assim como o comportamento de seus funcionários difere das demais organizações?

Devemos evitar desviar a atenção do que se constitui um problema comum em todas as organizações. Elas, enquanto forem vistas como estruturas de ação coletiva, têm de resolver esses problemas comuns, mesmo que estejam em contextos e pressões diferenciadas. O problema principal é o de sua sobrevivência como conjuntos organizados. Muito diferente de um "dado natural" as diferenças devem ser encaradas como "problemas" a serem analisados. Os "atores" estão dentro das organizações. As organizações dependem da cooperação desses atores. Eles mantêm um certo grau de autonomia e perseguem interesses que nem sempre são convergentes. A convergência desses interesses pode definir o sucesso de uma organização tradicional mas, ao mesmo tempo, pode estagnar a criatividade necessária a uma organização moderna, condenando-a a uma morte lenta mas irreversível, por não conseguir superar as atuais formas de concorrência. A divergência de interesses pode ser o elemento pernicioso que trará o fracasso da organização ou, se bem trabalhado, pode vir a ser o impulso criativo que trará para essa organização o sucesso total.

A interrogação crucial das ciências da organização está nesses processos de organização. De início acreditava-se numa idéia puramente instrumental das organizações como objeto social. Hoje entende-se que para encontrar mecanismos que assegurem a cooperação e a ação coletiva das pessoas que constituem a organização, há que se redirecionar todos os estudos sobre o próprio homem, sabendo-se de sua complexidade emocional muito diferente do homo economicusentendido até então.

A reflexão organizacional hoje necessita da convergência de um grande número de disciplinas, cada uma delas trazendo sua própria contribuição.

A psicologia e a psicologia social trazem elementos para a análise das relações recíprocas e complexas entre os indivíduos e as organizações, levando em consideração o seu desenvolvimento psicológico, a sua socialização, a estrutura da organização e o seu funcionamento.

A economia e as ciências de gerenciamento organizacional têm como propósito realizar uma análise do impacto das organizações e de suas dinâmicas internas, sobre as decisões de alocação de recursos das firmas e dos empresários e a compreensão das diferenças entre os comportamentos realmente observáveis dos responsáveis por decisões e as teorias normativas da firma e da decisão.

A ciência política procura por em evidência as lógicas do funcionamento das grandes burocracias administrativas e procura compreender suas incidências sobre a elaboração e sobre a execução das políticas e da ação públicas.

A sociologia se interroga sobre os mecanismos sociais que permitem, simultaneamente, a criação e a manutenção das formas particulares da vida coletiva, que são as organizações e, sobretudo, as grandes organizações burocráticas, e que pretende explorar o seu impacto na vida social.

A reflexão sobre as organizações apoia-se em perspectivas teóricas e metodológicas muito diferentes. Tanto encontramos atitudes tecnicistas e positivistas, como também encontramos atitudes compreensivas ou interpretativas. Algumas atitudes são puramente formais, constituídas de puro cálculo e de formação de modelos a partir de experiências laboratoriais. Outras são puramente descritivas de âmbito classificatório, com abordagens empírico-analíticas, procurando compreender e explicar os fenômenos observados. Outras são atitudes prescritivas que têm como objetivo orientar os praticantes fornecendo-lhes preceitos quanto à correta organização e as melhores formas de realizá-la.

O resultado desses estudos e investigações é tão extenso quanto eclético! É evidente que esse resultado é muito rico nas organizações produtivas e/ou utilitárias (fábricas, administrações públicas e privadas, organizações de serviços). Mas tais estudos são realizados também nas demais organizações, como os diferentes tipos de associações sem fins lucrativos (partidos políticos, sindicatos, seitas, missões, Cruz Vermelha etc.) e, inclusive, em organizações ditas totalitárias porque internam os seus membros (prisões e hospitais psiquiátricos).

Podemos analisar a evolução da reflexão sobre as organizações em quatro domínios ou sobre quatro temas que, numa perspectiva acionista das organizações, surgem como questões centrais.

Primeiro: A questão do status do ator e de sua ação: qualquer organização é composta por agentes humanos cujo comportamento é necessário compreender e explicar. Numa primeira fase, tentaremos compreender de que modo o pensamento organizacional tem visado e abordado atualmente a análise do comportamento humano nas organizações e quais as conseqüências que daí resultam para nossa compreensão das organizações.

Segundo: O problema da integração organizacional, isto é, a análise e a explicação dos mecanismos através dos quais se obtém esse mínimo de cooperação e de previsibilidade dos comportamentos, sem os quais nenhuma estrutura de ação coletiva poderia subsistir. A questão que aqui se coloca é a de saber de que modo, com que esquemas de referência e com que esquemas de interpretação, a coerência e a coesão organizacionais podem ser analisadas e explicadas.

Terceiro: O problema das fronteiras de uma organização: uma organização, enquanto fenômeno de ordem localizado, cria um interior e um exterior que estão em interação. Trata-se de compreender aqui o modo como essa relação entre uma organização e o respectivo contexto foi estabelecida e analisada.

Quarto: Os efeitos organizacionais, ou seja, da autonomia do edifício organizacional e das dinâmicas endógenas a que se dá origem e que não são redutíveis aos dados do ambiente. Procuraremos expor o modo como essa autonomia e as dinâmicas endógenas se manifestam, como têm sido analisadas e as conseqüências que daí advêm para a compreensão das organizações. 

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Valores Humanos em 2014

  

Um valor por mês / um elemento sensor por mês

Sequência 2014:

Janeiro-Organização

Fevereiro-Paz/Visão

Março-Respeito/Audição

Abril-Amor/Olfato

Maio-Felicidade/Paladar

Junho-Responsabilidade/Tato

Julho-Cooperação/Visão

Agosto-Humildade/Audição

Setembro-Honestidade/Olfato

Outubro-Liberdade/Paladar

Novembro-União/tato

Dezembro-Doação/Visão

IMPORTANTE:

1. Todo trabalho com valores humanos só deve ser feito com exemplos positivos, ou seja, evitando fazer referência aos anti-valores. A sociedade e a mídia já se encarregam do ensino do anti-valor todos os dias! Pais, familiares e professores só precisam mostrar o valor positivo e os bons exemplos. Esse é o caminho correto e é assim que obteremos os melhores resultados.

2. Os trabalhos de sensores são exercícios, jogos, brincadeiras e vivências enfatizando o uso daquele elemento sensor do mês, para estimular o cérebro a desenvolver equitativamente os dois hemisférios cerebrais.

FAMÍLIA E ESCOLA

Recomendo às famílias que estejam sempre em contato com a escola para acompanhar o trabalho que está sendo realizado visando o desenvolvimento integral de seus filhos.

A parte mais importante do trabalho, que visa o alcance da aprendizagem real, precisa da dedicação do aluno ao estudo diário, em casa, durante, pelo menos, duas horas, todas as tardes.

Sem essa dedicação não existirá aprendizagem, já que as aulas, pela manhã, servem apenas para que o aluno entenda o assunto que está sendo ministrado para que, durante o estudo da tarde, ele relmente consiga fixar os conceitos por meio da escrita e da realização dos exercícios e questões envolvidas.

A outra necessidade básica é o sono, que deve iniciar sempre cedo, bem antes da meia noite, para que o cérebro consiga tempo suficiente para reformatar as redes neurais que consolidarão a aprendizagem.