A VERGONHA VISTA PELO PROFESSOR PAULO RORIZ SCREMIN

24/02/2009 19:26

 

Jean Paul Bournet

Concordo com muitos pontos levantados pelo ilustre professor Scremin, de Jardim.

O pároco de Guia Lopes da Laguna, por exemplo, com seus seminaristas, apenas mostrou o triste fim de uma igreja que se desmancha em mentiras, calúnias, interesses escusos, atrocidades em nome de Jesus, e tudo o mais que tanto a história como os jornais atuais demonstram sem precisar de nossa ajuda. Falo isso de dentro, já que sou católico fervoroso, mas em nome de um catolicismo que acredito estar morrendo aos poucos...

Concordo que devemos sempre lembrar do "juiz Lalau, alto magistrado que lesou os cofres públicos em milhões de reais; dos dirigentes da ENCOL, que prejudicaram milhares de famílias que procuravam adquirir a sua casa própria; de famosos Senadores da República, envolvidos em atos ilícitos. Esquecemos do médico pediatra, que abusou sexualmente de várias dezenas de jovens indefesos; da mocinha que contribuiu para o assassinato brutal de seus pais; do rapaz que matou a vovó, em busca de dinheiro para drogas."

Concordo que devemos sempre lembrar "das imagens de um programa da Globo, que mostrou dezenas de padres católicos pedófilos, que feriram profundamente o corpo e a alma de centenas de crianças americanas, provocando traumas que dificilmente serão superados."

Mas começo a discordar quando sua opinião começa a assemelhar-se à de uma conhecida Secretária de Estado americana que, respondendo a indagação de um repórter sobre como se sentia ao saber que cerca de um milhão de crianças inocentes já haviam morrido no Iraque devido ao bloqueio econômico americano, disse claramente: "Isso é um mal necessário"

Refiro-me a sua frase: "uma coisa é certa: para cada criança dilacerada pelas bombas americanas, existem dezenas ou talvez centenas de crianças violentadas apenas por médicos e padres católicos no Brasil e nos Estados Unidos."

Sim. Existem! Mas elas ainda estão vivas e possuem braços e pernas. E se entraram nessa foi por pura ignorância dos seus pais que, cegos pelo fanatismo religioso, acreditam e confiam plenamente no ministro que se apresenta como representante do próprio Deus e entrega seu filho a própria sorte. Na maioria dos casos apresentados os pais só não desconfiaram devido a sua conveniente cegueira, para agradar o representante de Deus... e se salvar...

Nada disso se compara com o que o americano e o inglês estão fazendo ao mundo. Podemos até retirar o inglês, já que Blair agiu como um simples "cachorrinho de madame" para continuar usufruindo dos resultados econômicos positivos que a guerra, antes mesmo de iniciar, já estava apresentando.

O que a nação americana fez foi um hediondo crime de guerra! E seremos todos obrigados a engolir esse hediondo crime pelo simples fato de serem muito mais poderosos e poderem se voltar contra nós, o que já está sendo feito pelas vias econômicas sob seu controle.

A partir do momento que existe uma organização mundial voltada para o Bem Geral, que é a ONU, qualquer ação contrária as suas resoluções deve ser considerado um crime de guerra, mas quem irá condenar uma nação que controla financeiramente o planeta?

Uma interferência poderia até ser necessária para retirar do poder um elemento visivelmente paranóico, que estaria levando o seu país ao verdadeiro caos social, mas por vias pacíficas como a ONU estava controlando e gerenciando.

Justifica-se a guerra apenas para satisfazer parte da personalidade paranóica de outro líder, só que dessa vez dos Estados Unidos, desejoso de vingar-se do 11 de setembro e mostrar sua superioridade militar a todo o mundo.

Só assim entende-se o uso de bombas com urânio empobrecido que, reconhecidamente provocam câncer em todas as crianças nascidas a partir daquele momento em um raio de quinhentos metros durante os próximos dez anos.

Só assim entende-se a morte de todos os garçons e todos os fregueses de um restaurante, pelo simples fato de desconfiar-se da presença de Sadam... que havia saído minutos antes... e a bomba continha urânio empobrecido...

Só assim entende-se a morte de jornalistas no Hotel Palestina, metralhados por estarem atrapalhando o marketing americano do pentágono e mostrando a realidade que os EEUU não desejavam que fosse mostrada.

Prefiro continuar a imaginar que os americanos sofreram uma lavagem cerebral muito forte e estão cegos para a ética, para a moral e para o Bem Comum, e passaram a imaginar que são os únicos donos da verdade e que devem destruir aqueles que se atravessarem em seu caminho... e tudo em nome da paz... como os cristão fizeram nas cruzadas em nome de Cristo.

Não, professor! Nada justifica matar tantos inocentes! Não se consegue a paz por meio da guerra! Se no Rio de Janeiro o povo está com atitudes idiotas vestindo-se de branco e depois aplaude os soldados do exército que vem lhes trazer segurança, isso não justifica, nem de longe, o hediondo crime americano.

Espero que essa nação tome jeito e comece a encontrar seu verdadeiro caminho, sem precisar da arrogância, da prepotência e da ganância que vem demonstrando a todo instante.

Depois do Iraque, da Síria, da Coréia do Norte e sabe-se lá de quais outros, está o nosso Brasil, com seu manancial de água no Rio Grande do Sul e com a amazônia. Essa, a amazônia, já consta, como o senhor sabe, nos livros escolares americanos, como sendo área internacional da amazônia sob o controle dos Estados Unidos e da ONU...

Poderia me estender ainda mais apontando para os resultados maléficos da política econômica americana para a África, resultando na morte de milhares de pessoas por dia... mas são tantos os exemplos que preferimos evitar mais comentários que podem levar ao estado depressivo geral.

Se a humanidade não se voltar contra esse verdadeiro império do mal, estaremos todos escravisados para manter o conforto e os luxos dessa arrogante e prepotente nação!

Jean Paul Bournet
Paris - França


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