Homo Floresiensis pode mudar a teoria da evolução

24/02/2009 20:42

 

Esqueleto de 'hobbit' pode mudar teoria da evolução humana  

Cientistas descobriram um esqueleto quase intacto de uma espécie humana totalmente nova que habitava a ilha de Flores, na Indonésia, há 18 mil anos. Entenda o que muda em nosso entendimento sobre a origem e a evolução da espécie humana.

Com um metro de altura, o espécime era pequeno se comparado com o ser humano moderno, porém acredita-se que tenha vivido durante milhares de anos. O esqueleto descoberto numa caverna de pedra calcária chamada Liang Bua é de uma mulher de 30 anos, que vivia na remota ilha de Flores juntamente com elefantes anões e lagartos gigantes. Como foram encontrados fósseis de mais sete outros indivíduos semelhantes, chamada agora de Homo floresiensis, significa que esse achado mostra um exemplo típico da espécie.

Pelo seu tamanho reduzido pode-se acreditar em uma espécie de “efeito redutor”, que é comum em alguns animais que vivem em ilhas remotas e que não tem de enfrentar predadores, mas jamais havia sido observado esse tipo de efeito entre seres humanos. Isso, naturalmente, se descartarmos a possibilidade da espécie ter sido originalmente pequena.

Embora pequeno, o Homo floresiensis não era uma raça de anões. Pode-se chegar a essa coclusão pela observação cuidadosa dos membros dos esqueletos encontrados, já que todos são proporcionais, com exceção dos braços, um pouco mais longos do que seria de se esperar. No caso de anões existe uma desproporção clara definindo a anomalia.

Sua reduzida cabeça abrigava um cérebro do tamanho de uma laranja, o que torna suas realizações – e as de nosso ancestral comum, o Homo erectus - bastante impressionantes. É importante, entretanto, lembrar que não é apenas o tamanho do cérebro que define a maior ou menor capacidade de raciocínio, mas sim a complexidade das ligações neuronais. Costumamos comparar o tamanho à inteligência pelo fato de termos observado até hoje uma proporção direta entre a complexidade de ligações neuronais e o tamanho do cérebro, embora ainda haja dúvidas sobre essa necessidade.

"Como a Ilha de Flores jamais esteve conectada ao continente asiático, para chegar lá exemplares do Homo erectus tiveram de construir algum tipo de embarcação e navegar até lá – algo que não se pensava que eles seriam capazes de fazer."

Alguns cientistas estão interpretando a localização insular do achado a uma inteligência capaz de construir embarcações e de dominar a arte da navegação. A dúvida está em relacionar essa inteligência a um ser com cérebro tão pequeno. Há, entretanto, algumas outras possibilidades para se interpretar o achado, entre elas a de que esse ser tenha surgido nesse mesmo local, com suas características próprias, independente de todos os demais seres surgidos em outras áreas do nosso planeta.

Os estudos tradicionais mostram que após o desaparecimento do homem de Neanderthal há 30 mil anos, sem deixar descendentes, restou na Terra apenas a espécie que veio evoluindo até nós. A descoberta do Homo Floresienses pode mudar essa forma de entender a humanidade, abrindo caminho para a aceitação de surgimentos humanos independentes em diversas partes do planeta.

A data mais provável de sua existência é de cerca de 12 mil anos atrás. Por isso cientistas estão explorando mais cavernas calcárias na Indonésia para tentar encontrar outros indícios de familiares recentes dos humanos modernos.


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