Relação pais-filhos

01/08/2009 12:11

Mais um encontro de pais em nossa escola. Um momento de reflexões sobre a relação familiar e a sua influência no desempenho intelectual e comportamental das crianças.

 
Nesse encontro vamos falar sobre a relação pais-filhos.
 
Para começar os pais devem partir do princípio de que sus missão é, inicialmente, a CONQUISTA DE SEU FILHO! Sim: conquistar a confiança, a intimidade e a admiração de seus filhos!
 
E o treinamento deve começar exatamente pelo que mais cria conflitos entre pais e filhos, que é o rsultado do desempenho escolar. A partir da constatação de que seu filho tem receio de lhe mostrar o boletim, o alarme deve ser tocado bem forte! Receio de mostrar boletim significa MEDO DE ENFRENTAR A RELAÇÃO PAI-FILHO!
 
E esse medo é o início de todos os medos mais importantes, que são os de pedir conselhos ou de contar problemas de relacionamento e de sentimentos e emoções.
 
Um filho que tem medo de apresentar seu desempenho escolar aos pais terá verdadeiro pavor de conversar sobre sua vida íntima, preferindo tirar todas as suas dúvidas com colegas de rua, o que significa um grande perigo.
 
Vamos analisar o procedimento da escola e dos pais na maioria dos seus encontros. Os pais recebem os boletins e ficam irritados com o baixo desempenho de seus filhos. Os professores ou coordenadores comentam sobre o mau comportamento dessa criança e os pais se irritam mais ainda, por acharem que estão passando vergonha na frente dos demais pais.
 
Os pais não sabem porque seus filhos estão sem vontade de estudadr e com comportamento inadequado e resolvem ameaçá-lo com surras, caso esse resultado nmão melhore.
 
Os filhos, por sua vez, estão sem disposição para o estudo simplesmente porque não veem qualquer exemplo de "prazer de estudar" em casa! O ser humano precisa ter exemplos para seguir! Os exemplos que mais influenciam a criança são os exemplos dados pelos seus próprios pais.
 
Para os pais é muito mais fácil ameaçar os filhos com surras do que ter que alterar toda uma rotina de vida, somente para dar exemplo aos filhos! E, então, surge a lógica da força!
 
Não discordo dos castigos nem da supressão de regalias quando o filho apresenta baixo desempenho, principalmente se esse baixo desempenho está ligado a excesso de jogos no computador, ou excesso de lazer indiscriminado, mas antes de tudo há que se observar com muito cuidado a realidade do exemplo!
 
Para facilitar o treinamento familiar para o início de uma nova relação, vamos discutir um assunto por dia, nesse BLOG, para permitir o debate e melhorar nosso próprio entendimento sobre o assunto.
 
Vamos, a partir de hoje, analisar alguns procedimentos que, embora muito simples, precisam ser treinados, para que os resultados sejam eficazes. Peço que leias, analisem, discutam e enviem seus comentários e outras sugestões sobre o tema do dia.
 
Os temas de hoje são:
 
a) o diálogo franco e aberto com os filhos adolescentes.
b) o contato físico entre pais e filhos, para as crianças menores.
 
Ambos passam por uma análise de sua rotina de vida (dos pais) para verificar em que momentos você está totalmente dedicado a ouvir seu filho, lhe dar afeto e dirimir suas dúvidas. Se não existe esse momento, ele deve ser criado imediatamente! A quantidade de tempo não importa, mas sim a qualidade desse tempo!
 
Para os adolescentes esse momento do diálogo é importantíssimo. O diálogo deve ser franco e livre, deixando o filho dizer o que quiser e estimulá-lo a falar à vontade, sem medo e sem constrangimento. Tudo deve ser ouvido com total naturalidade. Cada pensamento e cada dúvida que não puder ser tirada significa um bloqueio nessa relação. E essa relação não deve ter bloqueios.
 
Lembro que adolescentes apresentam uma natural redução na sua capacidade de entendimento. Isso é orgânico! A facilidade que a criança tinha em entender os fatos reduz bastante no momento em que essa criança ingressa na faixa etária do adolescente.
 
Por essa razão o ato do pai de OUVIR deve ser também um ato muito PACIENTE, já que muitas idéias poderão estar sem sentido, exatamente pela dificuldade de raciocínio. Ouvir, então, é ouvir mesmo, sem interrupção, deixando-o completar suas frases e aguardando o seu sinal para comentar ou aconselhar.
 
Para crianças pequenas lembro o que vi e comentei em uma creche-escola, quando percebi que a maioria dos pais deixava seu filho ainda sonolento, às sete da manhã e o recolhia já prontinho para dormir às seis da tarde! O contato com o filho era praticamente virtual! A desculpa era a de necessidade profissional. Não havia tempo para dar mais atenção aos filhos.
 
Sugeri levarem seus filhos ainda sujos para casa, pedindo na creche que deixassem seus filhos brincando na areia até a hora de buscá-los. Em casa aqueles pais dariam banho em seus filhos! Um banho rápido, mas um banho dado com amor e carinho, para que o filho sentisse o toque das mãos dos pais e compensassem assim todo o período diurno de afastamento. Esse investimento que pode ser de apenas quinze ou vinte minutos trará, certamente, imensos lucros na formação do caráter dessa criança e na construção da sua segurança interior.
 
Esses foram, os temas de hoje. Reflitam e escrevam, por favor. Sugiram também temas. Tudo é lucro quando se fala em melhorar a educação de nossos próprios filhos.