Educação

Nada mais importante no mundo do que a educação em todos os seus níveis! Há, entretanto, um grande mal entendido em relação ao conceito inerente ao verbo EDUCAR.

Sabemos que tudo começou (pelo menos a partir dos escritos que chegam ao nosso conhecimento) com os nobres contratando sábios para serem os orientadores de seus filhos. 

Quando as comunidades começaram a sentir a necessidade de estender a educação a todas as crianças e adolescentes surgiu o conceito de escola, surgiu a ideia de se padronizar conteúdos fazendo aparecer o programa educacional, surgiu a ideia de se avaliar o aprendizado e todos os demais conceitos hoje existentes.

Comenius, em sua "Didacta Magna", mostrou ao mundo como se realiza um processo educacional. De lá para cá surgiram teóricos e práticos elaborando conceitos, métodos e teorias para viabilizar ou padronizar a educação.

E em sua obra, uma das frases que deveria ser a mais estudada por toda a comunidade educacional é: “Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”.

Mas os teóricos e os dirigentes dos sistemas educacionais acabaram mergulhando tão profundamente no universo da padronização que se esqueceram de que, em educação, a exceção é tão importante quanto a regra, já que nenhuma criança nem nenhum adolescente deve ser obrigado a se "enquadrar" nos padrões estabelecidos, se sua mente, sua habilidade, sua potencialidade e sua capacidade, estão em níveis ou estágios diferentes da média dos alunos daquela comunidade escolar.

Cada criança tem a sua velocidade, o seu momento e a sua potencialidade, seja ela uma criança normal, seja ela autista, disléxica, superdotada, hiperativa, ou portadora de síndromes, transtornos e dificuldades como discalculia, déficit de atenção, déficit cognitivo, memória seletiva, down, tourette, etc!

Todos tem o direito de aprender! Todos tem o direito de ampliar seu conhecimento. Todos tem o direito de perceber que conseguem produzir algo e que conseguem ter utilidade na sociedade. Mas nem todos conseguem saber como entrar no universo do conhecimento sem a ajuda de um professor.

O que nós, como sociedade, devemos estar atentos é que não podemos, de forma alguma, abandonar qualquer criança ou adolescente que seja à sua presumida incapacidade intelectual, como se fossemos perfeitos conhecedores das anomalias existentes nessas pessoas.

Cada visita que faço em uma unidade escolar ou mesmo a uma praça de um povoado qualquer no interior do estado, e sou apresentado a uma criança ou adolescente portador de alguma anomalia cognitiva, comportamental, psíquica, emocional ou neurológica, vejo a potencialidade existente em sua mente e vejo a alegria estampada em seus rostos quando começamos a descobrir essa sua potencialidade camuflada por trás de um rótulo que a família ou os vizinhos lhe deram!

Quanta perversidade está sendo feita por toda uma comunidade, ao se rotular pessoas como incapazes! A perversidade começa no rótulo e continua no abandono da pessoa, com a desculpa de que ela não tem condições de "acompanhar os colegas da mesma idade". Comparar é outra perversidade!

Acompanhar quem e para que, se cada um tem a sua própria potencialidade, ou seja, todos nós somos diferentes e temos que ser respeitados nessas diferenças?

Se a anomalia impede que a criança fale, deixe que ela se expresse como puder e como quiser e quando quiser! Luzia, da Escola Recanto do Pequeno Príncipe, em Juazeiro, se expressa com sorriso ou com expressão de tristeza. Ela não precisa falar para dizer o que sente. Ela se expressa com o olhar e com expressões faciais. Maria Eduarda, do mesmo colégio, já se comunica de outra forma, ela usa o corpo também para se expressar. Ambas sabem o que é o amor por meio do abraço, da transmissão do pensamento positivo carregado de afeto. As duas são capazes e são eficientes por meio das suas características próprias. Dizer que qualquer uma delas é incapaz ou deficiente é uma perversidade! Incapazes ou deficientes somos nós, enquanto não conseguirmos desenvolver nossa competência para entendê-las em suas expressões, emoções e sentimentos.

Educação

Neuropedagogia em Jequié

13/12/2010 11:47
 Reflexões preliminares ao estudo da neuropedagogia   Nos dias 19, 20 e 21 de novembro passado teve início do estudo neuropedagógico na cidade de Jequié. Essa área, ainda nova no Brasil, veio preencher uma lacuna imensa no entendimento, acompanhamento e tratamento das crianças e...
Leia mais

Inclusão de autistas e outras anomalias

28/11/2010 12:01
Mais uma vez vemos o autismo ser discutido nos jornais, após a realização do seminário "Autismo: boas práticas da inclusão escolar". Mais uma vez se tenta mostrar ao público responsável (professores e pais) que a inclusão do autista na escola normal, seja qual for o seu grau de autismo, deve ser...
Leia mais

Autismo: novos caminhos

17/11/2010 13:58
Num artigo anterior comentei sobre um detalhe enriquecedor em relação aos autistas. Esse detalhe tem início na identificação do seu “foco de atenção” e, a partir dessa identificação, a descoberta e estímulo de alguma habilidade especial. É sabido que, por algum motivo ainda inexplicado, grande...
Leia mais

Desânimo escolar: como entender e reverter?

15/11/2010 19:59
Estamos acostumados a estudar todos os tipos de anomalias comportamentais, cada uma com uma classificação diferente, de simples dificuldades a síndromes e transtornos, mas todas trazendo prejuízos incalculáveis ao crescimento intelectual e emocional do aluno. Nossos estudos visam reduzir tais...
Leia mais

Compreender a nova criança

16/08/2010 07:26
Compreender a nova criança Conforme estivemos conversando no artigo anterior, ou a criança mudou ou mudaram as formas de entendê-las. Agora eu digo que, muito provavelmente, as duas alterações ocorreram. Elas, então, são realmente, diferentes e as novas formas de entendimento cerebral melhoraram a...
Leia mais

Autismo: um detalhe enriquecedor

05/05/2010 09:19
Agente estuda, lê, discute, participa de conferências... E cada vez sabemos menos sobre o autista! Mas, pelo menos, algumas coisas já se configuram como possíveis verdades. E, para nossa sorte (e deles, principalmente), alguns elementos bastante positivos começam a aparecer entre as pessoas com...
Leia mais

Qualidade do educador

05/05/2010 09:14
Amigos, Estive lendo, essa semana, uma reportagem da revista Época sobre a qualidade dos professores. Achei muito interessante diversos dos conceitos e dicas apresentados naquela reportagem, alguns deles muito semelhantes aos que recomendamos ao nosso corpo docente e outros um pouco...
Leia mais

Neuropedagogia: a forma correta de entender o cognitivo humano

12/04/2010 19:33
A neuropedagogia é o ramo da pedagogia que visa compatibilizar o “software cognitivo” (técnicas de ensino) com o “hardware cognitivo” (cérebro humano). O neuropedagogo é o profissional que vai integrar à sua formação pedagógica o conhecimento adequado do funcionamento do cérebro, para melhor...
Leia mais

MEC quer trocar matérias por áreas temáticas no Ensino Médio

04/05/2009 11:20
O Ministério da Educação pretende acabar com a divisão por disciplinas presente no atual currículo do Ensino Médio, o antigo colegial, segundo reportagem publicada na Folha de S. Paulo desta segunda-feira. A proposta do governo, de acordo com o jornal, é distribuir o conteúdo das atuais 12...
Leia mais

Criança adotada: quando contar?

01/05/2009 22:38
Pergunta: Qual seria a idade  para uma criança saber que foi adotada? Existe uma idade certa? A mãe poderá contar quando surgirem as perguntas partindo da criança com apenas 3 anos de idade ou não? Estou muito ansiosa para resolver esse problema! Resposta: A maior preocupação quando se...
Leia mais
<< 1 | 2 | 3 | 4 >>

Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!