Avaliação na Educação Inclusiva

05/03/2014 15:40

AVALIAÇÃO E HISTÓRICO DE ALUNOS EM INCLUSÃO

As dúvidas em inclusão são várias, entre elas:

- Toda criança pode ser incluída?

- Como escolher uma turma regular para fazer a inclusão?

- Como adequar currículo, aula e avaliações da turma regular ao nível intelectual do incluído?

- Com fazer a avaliação e como montar o histórico e o boletim?

Hoje veremos apenas a avaliação e a montagem do histórico.

Vamos, então, partir do princípio de que essa criança já está incluída em uma turma regular do 7º ano, mas seu nível intelectual é equivalente ao 2º ano.

Para vermos como será a avaliação temos que, inicialmente, saber como será, na prática, o melhor tipo de aula, para que o processo de inclusão seja verdadeiro.

O aluno terá que estar acompanhado por um professor assistente. Esse professor assistente acompanhará o desenvolvimento cognitivo desse aluno com o material didático do 2º ano, dentro de uma sala com alunos do 7º ano.

Como deve ser a aula?

Os professores da turma regular devem estar preparados para iniciar sua aula apresentando os conceitos básicos do assunto do dia, de uma tal forma que todos, independentemente de serem alunos normais ou de inclusão, possam entender o que é o assunto, qual importância dele e qual a relação do assunto com a vida dos alunos.

O professor assistente, que já deve ter em suas anotações os assuntos que cada professor apresentará em suas aulas, vai iniciar o processo de adaptação do tema ao nível do 2º ano.

Como é isso?

Digamos que esse professor é de geografia e a aula é sobre as regiões do Brasil. Então ele discorre sobre os conceitos básicos, mostra o mapa e assim que ele parte para o direcionamento do trabalho dirigido organizando os alunos normais em grupos operativos, o professor assistente começa o seu trabalho de adequação do tema ao nível de seu aluno assistido.

O aluno, assim, está certo de que está participando da aula, e está mesmo, como ocorre em todas as turmas multi-seriadas. Ou seja: o tema é o mesmo em nível de entendimento compatível com o 2º ano.

Se o nível do aluno for de Educação Infantil, por exemplo, ele coloriria o mapa das regiões do Brasil e assim por diante.

E as avaliações? Essas, que devem ser frequentes, serão realizadas por esse professor assistente, dentro do nível cognitivo do aluno.

Como oficializar as notas, médias, boletins e históricos?

Simples assim:

O aluno está cursando o 2º ano do Ensino Fundamental I, incluído numa turma regular do 7º ano do Ensino Fundamental II, seguindo recomendação do Conselho de Classe, devido, principalmente à proximidade de idade com os colegas.

A sua avaliação será, então, a do 2º ano do Ensino Fundamental I, e os boletins e histórico escolar serão preparados como aluno do 2º ano do Ensino Fundamental I, e nas observações constará que o aluno é público alvo da Educação Inclusiva, e que está incluído em turma regular do 7º ano do Ensino Fundamental II.

Nos relatórios em anexo ao histórico estarão todas as explicações e justificativas correspondentes.

No final de um ano letivo o Conselho e Classe analisará dois aspectos principais em relação aos alunos de inclusão:

- Avanço cognitivo: O Conselho decidirá, de acordo com os relatórios do professor assistente, se o aluno continuará durante algum tempo com o mesmo livro didático (do 2º ano), ou se já poderá passar para o livro do 3º ano. Isso define a sua promoção cognitiva.

- Turma de inclusão: O Conselho também decidirá, com base nas informações dos coordenadores, professor assistente e professores da turma regular, se ele continuará incluído na mesma turma, agora 8º ano, ou se passará a ser incluído na turma agora promovida ao 7º ano.

A escolha da turma de inclusão depende, basicamente, da empatia do aluno para com a turma e vice versa. O importante é que esse aluno se sinta bem com seus colegas e classe.

Alguns colégios, principalmente nos Estado Unidos, adotaram uma espécie de meia inclusão, colocando o aluno em uma sala regular pela manhã e fazendo o seu acompanhamento cognitivo à tarde.

Todos os colégios que fizeram isso e que eu tive a oportunidade de acompanhar, mostraram resultados negativos, tanto na socialização como no desenvolvimento cognitivo.

A explicação é simples:

Na sala regular ele está “sobrando”, sem nada entender! Na hora de seu desenvolvimento cognitivo sua autoestima já está tão baixa que ele resiste ao aprendizado.

Então o certo é:

Inclusão e desenvolvimento cognitivo realizado ao mesmo tempo, na mesma sala, ajudado pelo professor assistente, mas adequando os temas que estão sendo trabalhados por todos os demais alunos. Isso, sim, é inclusão!


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