Conversa sobre pesquisas

07/06/2014 12:16

 

 

Foi publicado na Scientific American, edição especial nº 58, sob o título "Desespero pela cura do autismo", um artigo de Nancy Shute, tentando mostrar que, pelo fato de que os tratamentos eficazes ainda não tenham sido descobertos, os pais continuam buscando terapias alternativas suspeitas e, frequentemente, perigosas!

 

Dentre essas terapias suspeitas o artigo lista seis realmente perigosas, pelo menos no estado atual de suas pesquisas, que são:

1. Injeção de imunoglobina, que é a injeção e anticorpos, muito usada para o tratamento da leucemia e aids, mas com sérios efeitos colaterais, entre eles a cefaléia e, mais perigoso ainda, a meningite.

2. Injeção de Lupron, usada para câncer de próstata. e que, entre os efeitos colaterais está o dano aos ossos, o crescimento retardado e a impotência.

3. Injeção de células tronco, desaprovado em diversos países devido ao estado atual incipiente de suas pesquisas.

4. Injeção de secretina, hormônio que virou febre entre os pais de autistas nos Estados Unidos, mas que pode levar a perda de imunidade e diarreia.

5. Quelação, droga injetada para expelir chumbo e mercúrio, mas que pode reduzir o nível de cálcio e trazer problemas renais.

6. Uso da câmara hiperbárica de hidrogênio, cujos efeitos poderão trazer prejuízos aos ouvidos, olhos e sistema nervoso central.

 

Mas o artigo lista três que não trazem qualquer efeito colateral e, ainda por cima, têm dado resultados muito satisfatórios em diversas partes do mundo, que são:

 

A) Terapia de Integração Sensorial;

B) Vitaminas e suplementos;

C) Dietas livres de glúten e caseína;

 

Eu incluo uma quarta, que não foi comentada no artigo, cujos resultados são eficazes, não só para os autistas, mas para todos nós, que é:

 

D) Consumo diário de probióticos.

 

O que nos atrasa muito nesse trabalho é a demora das universidades e centros de pesquisa em perceber a importância de se iniciar, imediatamente, estudos interdisciplinares sobre o autismo e o TDAH, analisando os casos existentes nas próprias cidades onde essas instituições estão sediadas.

 

Mas devemos iniciar esses estudos científicos e, ao mesmo tempo, iniciar a análise criteriosa, e nunca uma análise excludente, das terapias que já estão apresentando algum resultado, para que os autistas possam ter seus sintomas reduzidos, enquanto se aguarda a cura definitiva de seus transtornos.

 

E os estudos científicos, nesse caso, não podem seguir mais o padrão de necessitar uma amostragem de grande quantidade e, menos ainda, excluir resultados que estejam sendo eficazes para um número insignificante de cobaias. 

 

Para esse tipo de transtorno, que significa o "apagamento" e uma criança que, algumas vezes era normal, a redução de seus sintomas é a "luz" que seus pais precisam para reduzir sua ansiedade e tentar garantir a autossuficiência de seu filho, quando esse se tornar um adulto.

 

Então o resultado positivo para uma minoria pode ser a solução para muitas crianças, já que essa minoria, quando contabilizada, significa muito, principalmente para seus pais!

 

Por isso que os caminhos são, ao mesmo tempo, dois:

 

1. Pesquisas interdisciplinares para encontrar a cura por meios científicos.

 

2. Análise e regulamentação das terapias alternativas que não tragam riscos, para que os pais possam ter segurança nas suas aplicações.

 

Vamos, então, reforçar aqui, as terapias que estão dando resultados e que não são perigosas:

 

A) Integração sensorial:

 

Pressão no corpo feita por cobertores ou máquinas (semelhante à máquina do abraço desenvolvida pela Dra Temple Grandin, autista que se cuidou assim).

 

A Dra Temple Grandin, autista que hoje é uma cientista de renome mundial, inventou a sua máquina do abraço. Essa terapia segue os mesmos princípios dessa sua máquina, utilizando pressão no corpo com cobertores ou máquinas, e servem para acalmar o autista e trazê-lo de volta a normalidade por uns tempos.

 

Esse processo estimula o envio dessas sensações táteis para o cérebro, provocando momentos de satisfação corporal, criando um aumento da autoestima do autista, necessário para otimizar  o trabalho de seu sistema límbico.

 

B) Vitaminas e suplementos:

 

Se bem prescrita e bem administrada não trarão mal algum e ainda podem aumentar a energia orgânica, possibilitando o melhor funcionamento geral do cérebro e permitir, assim, a ação do sistema límbico na tentativa de corrigir naturalmente os defeitos do corpo.

 

Desde que sejam evitadas as overdoses, ou seja, desde que essas vitaminas estejam sendo dadas sob a orientação de um médico ou nutricionista, só haverá lucro em seu uso.

 

Obviamente que as vitaminas consumidas naturalmente, por meio da alimentação orgânica diversificada, tem efeito melhor ainda, mas essa serve "como uma luva" para os autistas que ainda resistem exageradamente à variedade alimentar.

 

C) Dieta livre de glúten e caseína (inclui aí milho e soja):

 

Seus benefícios, embora o artigo diga que não são os esperados, são muito eficazes, bastando, para isso, verificarmos as dezenas de casos relatados no livro do Dr William Shaw (Tratamento Biomédico do Autismo e do TDAH), e analisar os casos em que essa dieta está sendo levada a sério pelas famílias.

 

Há diversos livros de receitas  ensinando as famílias a prepararem refeições maravilhosas, com alto valor nutricional, sem o uso desses elementos que são rejeitados pelo organismo do autista, trazendo irritabilidade, agressividade e aumento de todos os seus sintomas.

 

Essa é a mais eficaz até hoje, precisando, entretanto, que seja rigorosa, já que a quebra da dieta faz com que todo o sucesso alcançado seja perdido, tendo que iniciar tudo novamente.

 

D) Consumo de probióticos (incluída por mim):


Melhora a proporção de bactérias positivas na flora intestinal e reduz os efeitos negativos das bactérias negativas.


Entre as bactérias negativas estão as da família do clostridium, cujo produto se assemelha ao ácido propiônico, podendo causar danos cerebrais irrecuperáveis, característicos do autismo.

 

Essas quatro terapias estão sendo combatidas por diversos articulistas de jornais e televisão, incluindo aí uma das mais poderosas redes no Brasil, sem que eu tenha entendido as suas intenções, já que todas as quatro dão resultados positivos sim! Basta que as famílias as utilizem sem que permitam a interferência de ninguém no processo.

 

Vamos, então, estimular os pais de autistas, para que solicitem de seus médicos e nutricionistas, a prescrição de probióticos e a orientação em relação à dieta livre de glúten e caseína.

 

Além dessas terapias positivas, sempre é necessário o acompanhamento psicopedagógico ou neuropedagógico adequado, principalmente para permitir o processo de inclusão escolar e garantir a autossustentabilidade dessa criança, no futuro.


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