Meditação

03/01/2012 00:53

 

Meditação

Céu nublado,

Pensamentos que vêm e vão,

E o coração amargurado.

Hora da meditação,

Lembranças sem sentido,

Mente vazia.

Quem sou eu?

O que faço aqui?

O que há em minha alma?

É um imenso deserto.

E eu caminho.

Caminho e dou voltas,

Não ouço nada,

Não sinto nada.

É o deserto assim mesmo.

Deserto cansado, demorado,

Como um coração

Que nunca foi amado.

Não é tristeza,

Não é melancolia,

Não é nada,

Nada não.

É o momento sublime

Da meditação.

 

De: Zenith Andersen (trecho de seu livro: Estados de Espírito. São Paulo: All Print Editora, 2012)


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