Paralisia Cerebral - tratamento

27/04/2012 03:40

O AVANÇO NA CIÊNCIA MÉDICA PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL:

 

Foi publicado no UOL Notícias, em Cérebro e Mente, no dia 19 de abril de 2012, o artigo no LINK ao final do nosso texto, mostrando os avanços atuais no tratamento das pessoas acometidas pela paralisia cerebral.

Para nós, do IUPE, esse avanço é bastante significativo, mas não apenas para o tratamento de crianças, adolescentes e adultos totalmente desprovidos da sua capacidade de movimentos, mas sim porque aumenta a nossa possibilidade de facilitar mais ainda a sua alfabetização, letramento e aprendizagem sequencial a que têm direito!

Nossa sociedade ainda é muito perversa em relação a pessoas que não possuem as mesmas capacidades físicas que aquela considerada padrão, construindo na mente das pessoas a ideia de que devemos apenas dar-lhes acolhimento adequado, mas sem muita dedicação nas áreas intelectuais, já que, segundo o pensamento médio vigente, elas nunca poderão ser "iguais a nós"...

Concordo com essa última parte do pensamento de parte da sociedade. Relmente elas nunca poderão ser "iguais a nós", mas sempre serão diferentes, muitas delas, inclusive, muito melhores do que nós em todos os campos da ciência.

Vejam o caso de Stephen Hawking, totalmente paralítico e assim mesmo tendo chefiado a cadeira de física da Universidade de Cambridge (que já foi de Isaac Newton, um dia) durante muitos anos.

Se Hawking produz conhecimento sem proferir uma única palavra pelo sistema fonador, porque nossos alunos acometidos da mesma doença não podem?

Se a mente funciona essa pessoa poderá passar por todo o processo de aprendizagem igual ou melhor do que qualquer um de nós.

Só precisamos adequar os equipamentos a serem utilizados em sua alfabetização, letramento e aprendizagem sequencial, de forma a que tenham acesso ao conhecimento e iniciem a sua produção intelectual, da mesma forma que qualquer aluno normal.

 

UM OUTRO IMPEDIMENTO PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL:

 

Mas sempre temos que estar atentos que o impedimento para nosso trabalho não se restringe à lentidão das pesquisas cinetíficas ligadas à melhoria de vida de pessoas com tais características.

Precisamos, também, é claro, mudar o conceito de educação vigente em nosso país, hoje aprisionado à exigência de que todos, para se formarem em alguma coisa, precisam "passar" em todas as matérias, independente de terem características cerebrais com sintomas de autismo, dislexia, discalculia, déficit cognitivo, memória seletiva, síndrome de down, síndrome de asperger.

Mais uma vez um exemplo bem claro: A pós-doutora em ciência animal Temple Grandin, que hoje produz conhecimentos para a sociedade, nunca teria conseguido receber, em nosso país, sequer o diploma de Ensino Fundantal I (antigo primário)! 

Onde está o erro?

O que será que está impedindo nossas autoridades educacionais de enxergarem essa realidade?

 

O QUE DEVEMOS FAZER: 

 

Concluindo, temos dois pontos a perseguir  urgentemente:

 

1º) Contribuir, estimular e exigir a realização de pesquisas na área do pensamento humano e da forma como pessoas com paralisia cerebral possam se comunicar com o mundo à sua volta;

 

2º) EXigir que a máquina burocrática que constitui o sistema educacional do país seja constituída por educadores verdadeiramente empenhados em  APRENDIZAGEM REAL PARA TODOS, e não apenas para aqueles que tiveram a sorte de nascerem sem nenhuma característica especial como autismo, asperger, dislexia, discalculia, paralisia cerebral, down, etc...

 

O LINK DO ARTIGO NO UOL:

 

Para quem quiser ficar feliz com mais esse avanço da ciência clique no LINK abaixo:

 

Estudo aponta possível avanço para tratar paralisia cerebral

 

 

 

 

 


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